sábado, 5 de setembro de 2009

Algumas vistas da viagem

Pessoal, nao vou poder escrever muito pq meu tempo na Lan House ta acabando... hehehehe... mas adianto que a viagem foi de boa e Auckland e linda demais. So passei um infortunio (na verdade meu amigo Anderson) na imigracao, mas ja ta resolvido. Curtam as fotos ae:

Dentro do aviao

Em Santiago com o Anderson e a Juliana

Dentro do taxi

Casa onde estou morando

Vista de Auckland

domingo, 30 de agosto de 2009

Ākarana, anei I tāwhio!

Mapa e bandeira da Nova Zelândia

Então que eu resolvi viajar. Não para o Rio de Janeiro ou Florianópolis, como já fiz antes e pretendo fazer de novo. Agora a coisa é séria, tô indo pra longe mesmo. E nem é por 3 dias ou 1 semana. Já falei que a coisa é séria. Tão séria que só volto daqui 3 meses.

O lugar pra onde estou indo é uma cidade chamada Auckland. Isso mesmo, lá na Nova Zelândia, do outro lado do mundo. E antes que alguém pergunte, a diferença do fuso-horário é de 15 horas a mais. Ou seja, quando aqui é meia-noite, lá já é 3 da tarde.

O porquê quis ir pra lá? Porque já estava na hora. Já estava na hora de eu dar a cara a tapa e tentar sair de casa. De arriscar me virar sozinho. De provar pra mim mesmo e pra muita gente aê que eu sei sim me virar sozinho (ou não!).

Como eu fiz pra ir pra lá? Fui até uma agência de intercâmbio. Já havia feito isso inúmeras vezes, mas parava no "será que dá?". Pois é, deu! Fui até a agência, conheci a Léa, conversei, negociei, perguntei (e muito) até assinar o contrato e começar a sonhar. E olha que isso demorou hein.

Assinei o contrato no final de junho e só agora que tô indo. Dia 3 de setembro deixo o Brasil pra chegar na Nova Zelândia dia 5 (isso mesmo, o fuso-horário "come" um dia do meu calendário). Neste meio tempo eu aproveitei pra correr atrás de tudo o que faltava. E olha que era tanta coisa que aproveitei muito bem esses 2 meses. Tirei o passaporte (sofrido!), novos documentos, novas transações bancárias e novas roupas. Passei a me preocupar com a alta e baixa do dólar. Renovei o guarda-roupa e até ganhei uma mochila muito estilosa da minha irmã, a Ju, e um guia turístico (em inglês, pra ir treinando) do Rafa.

E nesse tempo ainda fiz novos amigos que com certeza vou recorrer muito lá na terra dos "Kiwis". Primeiramente teve o Anderson, que o destino (e as meninas da STB) fizeram questão de colocar no mesmo itinerário. Mesma escola, mesma data de viagem e mesma ansiedade. Então veio o Eduardo, que através do Orkut se mostrou um rapaz com espírito aventureiro e corajoso. Ele já está lá, e já até combinamos descermos a montanha no "snowboard".

E ainda deu tempo de viajar para uma cidade tão peculiar que eu fiquei espantado. Cesário Lange. Lá vivi por alguns dias as mordomias oferecidas pelo Resort Sabrina e vi a Jaque ganhar um prêmio do Bradesco pela sua competência e profissionalismo. Quando você é bom no que faz, os reconhecimentos vem naturalmente, não?

Mas agora é pra valer. Tô indo mesmo, já com as malas semi-prontas e o coração que não cabe dentro do peito. Este último final de semana foi de despedidas. Edgar (que veio lá de Araraquara), Thiago, Tábata, Cajú, Emerson e Júlio, vocês realmente mostraram que são os melhores! Quem não pôde comparecer me mandou uma justificativa. Aceita, claro, afinal todos têm seus compromissos. Até 5ª feira eu ainda vejo quem está faltando.

Ah, acredito que vou escrever muito neste blog de lá de Auckland. Vou tentar fazer disso um diário de viagem.

Auckland, a cidade que será minha casa pelos próximos 3 meses

E o título deste post? "Auckland, aí vou eu" em maori, um idioma nativo da Nova Zelândia. Não sei se está certo porquê não achei um tradutor de frases, então foi na base do dicionário on-line. Mas o que vale é a intenção. Fecho este post com um texto do Amyr Klink, que resume bem o que eu procuro com esta viagem:

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver".

("Mar sem fim"- Amyr Klink)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O dia do amigo




Dia 20 de julho foi o dia do amigo. Como disse a mãe do André, "inventam dia pra tudo e o povo entra na onda". Exatamente. Até porque eu acho que o dia do amigo na verdade são todos os dias.
Mas pra não quebrar a tradição, e até agradecer àqueles que se dispõem a serem meus amigos, eu mandei um e-mail. Em poucas palavras, agradeci a todos por me aturarem. Mandei um texto do Cid Moreira que resume bem o que é amigo. Pelo menos pra mim. E a repercussão foi grande. Quase todos me responderam, com novos agradecimentos, novos textos e novas frases. É bom saber que eu tenho amigos né? Como disse no e-mail, não tenho lá uma "penca" deles, mas os que tenho, guardo "do lado esquerdo do peito".
De praxe tiveram os amigos do dia a dia, aqueles que eu converso constantemente. Nossas rotinas, conversas e e-mails já definem nossas amizades.
Tiveram amigos lá do passado, daquelas encruzilhadas que a gente passa, sabe? Amigos me mandando um "0i", perguntando como eu estava. Logicamente fiquei feliz de saber que eles ainda me consideram amigos.
Teve uma amiga que eu conheci recentemente, pouco mais de 1 ano, feliz em saber que eu já a considero amiga. E corre no celular pra conseguir falar comigo!
Teve aquele que de tão próximo corrigiu meu texto. "Faltou uma letra, mas eu entendi". Quem me conhece sabe que me corrigir é arriscado. Eu posso avançar, morder... mas como é amigo, eu tolero.
Teve o amigo com humor sarcástico, detectando a falta de amigo (nem tão amigo assim) na lista.
Teve uma amiga visionária, que não esqueceu das parcerias profissionais que combinamos nos tempos de faculdade.
Teve uma amiga, dita cuja, que eu sinto tanta saudade que li e reli seu e-mail várias vezes, pra tentar me reaproximar. A saudade é uma coisa né?
E por fim, tiveram aqueles que não responderam. Estes eu não culpo não. A vida tá corrida, as rotinas estão exigentes. Mas que eles saibam que eu os considero amigos de qualquer jeito.
Mas o que eu disse no e-mail é a mais pura verdade. Hoje eu sou o que sou pelos amigos que tenho. Ás vezes me pego falando um "capais", que um amigo fala aê. Outras vezes quero tomar café no Starbucks, só porque "é chic", como diz outro amigo. E tantas outras vezes, pra saciar a saudade que eu tenho aqui no peito, ligo pra algum deles pra saber da vida. Mesmo que nada tenha mudado. Mas é isso, os amigos são meus e eu me comporto do jeito que eu quero!
E como dizia Milton Nascimento, "Pois seja o que vier, venha o que vier, qualquer dia, amigo, eu volto, a te encontrar... Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar".

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Síndrome dos vinte e tantos...

O texto abaixo eu retirei do blog da minha apaixonante e querida amiga Samanta Cezarini. Resume bem o que eu estou sentindo no momento. Bem interessante!

A Síndrome dos vinte e tantos se chamam de 'crise do quarto de vida'. Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.

As multidões já não são 'tão divertidas'. E as vezes até lhe incomodam. E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante. Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.

Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado(a) para se comprometer pelo resto da vida. Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.. Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo.

Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo. Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que nao quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras...

Apenas com medo e confuso. De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro... E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela. O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça...

Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos... Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16... Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!

FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO!!!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Fui enganado!

Quer dizer que eu fui enganado nos últimos anos? Que de 2005 a 2008 eu poderia ter feito várias coisas, mas não fiz? Que eu passei por inúmeras situações, fui privado de tantas outras, pra nada?
Veja você que alguém no STF decidiu que o diploma não é mais obrigatório no exercício do jornalismo.
Isso mesmo, agora qualquer um pode ser jornalista. E nem precisa passar pela faculdade! Pois de acordo com um dos Ministros que votaram a favor dessa decisão, "o jornalismo não precisa de técnicas para ser realizado!"
Ora pois, pra quê eu fui fazer faculdade? Passar 4 anos atravessando a cidade (sob sol, chuva, frio, vento) pra chegar em um Campus no fim do mundo. Inútil né?
Declaro aqui que quero ser ressarcido por todos os custos que tive. Gastei com "mensalidade", transporte, xerox, livros, materiais, gasolina (ou alguém acredita que meu carro anda sozinho?) e tudo mais. Só no TCC meu grupo gastou mais de 3 mil reais. Sério mesmo. Poderia ter comprado um celular novo, um tênis novo, viajado e tudo mais. Mas nããooo... gastei com a faculdade!
Também quero ser compensado pelo tempo que gastei. Lendo, estudando, varando noites em meio a livros e apostilas. Sem contar as horas na internet mandando e-mails, fazendo reuniões on-line com o pessoal, pesquisando, entrevistando e tudo mais. E os finais de semana então? Não quero nem saber. Passei milhares deles dentro de casa estudando e fazendo trabalhos enquanto podia estar nadando no clube ou batendo perna no shopping.
De alguma forma também quero ser recompensado pelo tempo que não gastei. Quando não fui pra balada de 2ª a 2ª. Quando deixei de viajar com a família (sim sim, fiz isso várias vezes) pra ficar em casa fazendo trabalhos (sempre eles né!), quando faltei no aniversário de um amigo em outra cidade pra estudar pra prova, quando deixei de comer, beber e muitas (mas muitas vezes mesmo) dormir, pra me dedicar à faculdade. Não sei, não quero nem saber!
O fato foi que fiz tudo isso para aprender as tais técnicas desnecessárias. Pra que quando alguém me perguntasse o que eu era, eu poder dizer "JORNALISTA". Não pelo fato de ter um registro na carteira falando isso. Mas por ter conteúdo mesmo. Por saber quem foi Hipólito da Costa e Guttemberg sem precisar olhar no Google. Por saber diferenciar nota, notícia, reportagem, lapada e entrevista. E melhor, por saber fazer todas elas!!
Claro que o bom jornalista não é aquele que passa pela faculdade. Caráter não é uma coisa que se aprende na escola. Mas esta decisão é praticamente abrir as portas para que a seriedade e o comprometimento da informação no Brasil sejam praticamente perdidos.
E que alguém descubra uma forma de me ressarcir! Não quero nem saber!

terça-feira, 19 de maio de 2009

A América ferve!


Sábado, 15 de maio de 2010. Começa a final do maior evento musical de todo o continente. É o Amerivison. Inspirado no concurso musical europeu (Eurovision), o Amerivision possui representantes dos 35 países do continente, e estima-se que 300 milhões de pessoas irão assistir à essa final, que está mais do que concorrida.
As regras do concurso são simples. Cada país deve eleger um representante, em seletivas internas. Não há restrição para a categoria do participante, podendo ser famoso ou amador, desde que seja cantado no idioma local. O concurso ocorre em três etapas: a 1ª semifinal, 2ª semifinal e final. Cada uma em um dia, com intervalo de 48 horas para que os organizadores possam ver a repercussão dos shows na imprensa.
A final ocorre no último dia e conta com 17 países. Os mais influentes como Estados Unidos, Canadá, Brasil e Argentina já possuem vaga garantida. O país que sedia o evento também. O cantor vencedor (ou cantores, pois se admite até trio) leva o concurso para o seu país no ano seguinte.
Em 2010 a festa acontece no México, cujo governo tratou de mostrar uma bela organização para apagar o incidente da gripe suína, no ano anterior. A Cidade do México ferve. Pelas ruas, as pessoas entoam os hits que tocam nas rádios e nas chamadas de TV.
No Brasil a Globo, que após uma longa disputa com o SBT e Record, conseguiu adiquirir os direitos de transmissão. Chamadas pipocam na programação do canal a todo o momento, e inclusive uma merchandising indireta é feita durante as novelas.
Eis que acaba a novela e entra a abertura do programa. Todos ficam atentos. Em uma arena de shows extremamente lotada, semelhante à do Rio, o apresentador, o ex-RBD Alfonso Herrera, faz as boas vindas ao México e chama o primeiro concorrente, de Santa Lúcia. Entra um garoto com uma meia-lua nas mãos e atrás dele três garotas com roupas típicas do país. Começa a música. Quem pensou que seria algo tranquilo e sereno se engana. Logo o garoto joga a meia-lua no canto do palco e entoa um hit pop/electro de fazer a platéia se levantar e dançar junto. Os narradores do concurso se impressionam com o alvoroço. O próximo concorrente terá a difícil missão de conseguir o mesmo feito.
A música acaba, e o rapaz sai do palco ovacionado. Entra então a concorrente brasileira. Uma garota com um vestido florido, sozinha. Nas mãos, só o microfone. Entona um ritmo mais lento, suave. A platéia acompanha com a cabeça e sussurra a melodia. Os narradores também, como se fossem atrapalhar a cantora caso falassem alto demais.
Ela termina a canção e agradece. A platéia aplaude de pé. Os narradores rasgam elogios à concorrente. E assim vai acontecendo. O trio americano desfere solos de guitarra que levam todos ao delírio. A platéia grita junto com o vocalista, que corre em direção à eles, como se fosse dar um mergulho mortal. A dupla canadense também não faz feio, e mostra uma coreografia típica do norte do continente.
A escolha do vencedor é feita de modo muito democrático e inteligente: as votações são feitas de duas formas, através de um júri especializado, com representantes de cada país e através do voto popular, por telefone. Porém nem o jurado e nem o espectador podem votar no candidato de seu país. Na tela da Globo, um letreiro passa abaixo das imagens, a cada 15 minutos, dizendo que caso o espectador vote no candidato de seu país, irá pagar pela ligação, porém seu voto será descartado.
Ao fim da apresentação, todos os candidatos se reúnem no palco, e então o apresentador entra com um envelope dourado. Com a audiência nas alturas, ele é instruído a não relevar o resultado de imediato. Então começa a conversar com os concorrentes, que estão extremamente nervosos. Parte para o cantor argentino, e pergunta o que ele acha da beleza da brasileira. O cantor mal consegue balbuciar algumas palavras, e a platéia já cai no riso. Em seguida ele chega na dupla de cantoras panamenhas e pergunta se ambas são irmãs. A resposta é afirmativa, e logo em seguida ele emenda outra pergunta sobre como elas começaram a cantar. A resposta é rápida e evasiva. "Nossos pais nos estimularam desde cedo".
Alfonso então recebe o aval para revelar o resultado. Caminha até o centro do palco e abre o envelope. De costas para os participantes, lê o resultado antes de dizer. O som de mistério faz com que o público e os participantes fiquem mais apreensivos do que já estão. Então se vira para eles e abre um largo sorriso. "Parabéns Santa Lúcia, você é o vencedor". O rapaz, junto com suas dançarinas, começa a gritar e pular, e logo recebem abraços dos outros concorrentes. Na tela é revelada a colocação de cada um. Santa Lucia teve uma vitória esmagadora sobre o segundo colocado, a Agentina. O Brasil ficou em 6º lugar, e os Estados Unidos em 10º. A platéia vibra, pula, exibe faixas com o nome do concorrente. Nos telões atrás dele é exibido novamente o vídeo de sua apresentação. Com o fim da apresentação, todos caminham para a sala de imprensa para a primeira coletiva. Jornalistas do mundo todo aguardam ansiosos pelo vencedor, que entra em êxtase. As perguntas logo são direcionadas para ele, que responde tudo de forma categórica. A música que compôs e cantou foi inspirada em sua própria história. Mas aí vem a grande surpresa: ele não nasceu em Santa Lúcia, e sim no Haiti. Com medo da guerra e da miséria, seus pais se mudaram logo quando ele tinha 1 ano de idade.
No dia seguinte os telejornais, impressos e websites noticiam em grande porte a vitória do cantor. As rádios dão a notícia e em seguida tocam sua música, que com certeza se tornará o hit mais tocado do ano. Para 2010 o governo de Santa Lúcia promete um evento de grande porte também, melhor que o do México. Por hora, os espectadores correm para as lojas para comprar o CD e DVD com as apresentações de todos os participantes.

OBS: Não sei o que me deu, mas li uma notícia neste estilo sobre o Eurovision, e fiquei inspirado. Claro que a notícia é fictícia.

sábado, 16 de maio de 2009

Os bons e os maus



Ontem assisti "Anjos e Demônios". Tô sem fôlego até agora. Sério. Dizer que o filme é muito bom é clichê demais. Mas é.
Pra quem gostou de "O Código Da Vinci", esse filme segue a mesma linha. Mistérios, pistas, correrias, mais pistas, pistas equivocadas e surpresa no final. Tudo isso unido à atuação do elenco deixa o filme mais dinâmico, interessante.
Tom Hanks volta no papel de Robert Langdon. Eu digo volta porque este filme, que é a adaptação do livro homônimo, teve seu roteiro alterado para ser a continuação de o Código (na ordem dos livros, Anjos e Demônios vem primeiro).
E Hanks sabe muito bem dar a continuidade no personagem. Se no 1º filme ele estava acadêmico demais e pouco ativo, neste ele está mais solto. Claro que volta e meia ele começa a divagar sobre algum gênio da ciência, mas pelo menos se demonstrou mais esperto.
A bela e talentosíssima atriz israelense Ayelet Zurer dá vida a Victoria Vetra, uma cientista que tem sua experiência de maior valor (a partícula de antimatéria, uma potencial bomba) roubada assim que consegue concretizá-la. Unida a Langdon, ela tenta descobrir onde sua experiência está.
Juntam-se a ele Ewan McGregor, interpretando o camerlengo Patrick McKenna. Dizer que McGregor surpreende no papel também é clichê. Acredito que não haja ator que consiga ser mais convincente em qualquer papel do que ele. Por fim, Stellan Skarsgård como o comandante Richter e Pierfrancesco Favino como o inspetor Olivetti. Assim, junto com o assassino sem nome, o círculo principal do filme está definido.
A história é mais simples, mas interessante também. Morre o papa, e como de praxe, é iniciado o conclave para escolher o novo representante da igreja católica. Porém os 4 cardeais com mais chances de ocuparem o lugar são sequestrados. Em seguida a polícia recebe uma mensagem enigmática, dando a entender que os cardeais irão morrer, que a bomba está no Vaticano e que a meia-noite do dia seguinte ela explodirá. Logo Langdon é chamado para desvendar toda essa trama, salvar os cardeais e impedir que a bomba exploda. Junto com ele, Victoria, os guardas da polícia italiana e suíça (que fazem a guarda do papa) e o padre McKenna, com sua influência dentro do Vaticano.
Começa então a correria. O filme tem rápidas sacadas e cenários de tirar o fôlego. Roma em peso é mostrada, com suas igrejas milenares. Unidos à boa atuação do elenco, você acaba se envolvendo na história. Ao invés de tentar prever o que vai acontecer, o espectador acompanha junto com Robert e Victória o desenrolar da trama. As cenas no arquivo do Vaticano tinham tudo para ser as mais chatas. E não são. Ayelet Zurer é dinâmica, sabe interagir com Tom Hanks. Ewan McGregor então nem se fala. Praticamente te convence como o mocinho da história. Sem contar que as tradições e costumes do Vaticano são explorados neste filme. Acho que foi por isso que o próprio pediu um boicote de seus fiéis à essa produção.
Em um balanço geral, "Anjos e demônios" surpreende. Ao contrário de "O Código da Vinci", este filme não fica tão preso ao livro e utiliza acontecimentos atuais para incrementar sua trama. O resultado: um filme que deixa o espectador com gostinho de "quero mais". Agora, se Dan Brown vai escrever outro livro estrelado por Langdon, ninguém sabe. Mas que ele escreveu os dois para que fossem transformados em filmes, não há dúvidas.
Mas fica a dica. E se alguém quiser me dar de presente, lá no meu aniversário, em dezembro, eu aceito. Já tenho o "Código" versão extendida de colecionador. Mais um pra minha prateleira não faria mal não.
Abaixo segue o trailer, outra parte desta produção que também não deixa a desejar.